Gerson Camarotti

Gerson Camarotti

TEMAS


Gerson Camarotti

Camarotti começou a carreira no Recife, no início dos anos 90, onde passou pelas redações da Rede Globo Nordeste, Diário de Pernambuco, Rádio Clube, sucursal da revista Veja, além de ter integrado o time de jornalistas que participou da fundação da rádio CBN na cidade, em 1994.

Em 1996, foi para Brasília, como repórter da sucursal de Veja, onde permaneceu até 1997. Pela revista, cobriu o Massacre de Eldorado dos Carajás e foi autor das entrevistas com os escritores Ariano Suassuna e Rachel de Queiroz para as páginas amarelas. Ganhou o Prêmio Abril de Jornalismo com a reportagem Mortes Silenciosas, sobre a tragédia da hemodiálise em Caruaru.

Depois, seguiu como repórter especial e colunista interino do Correio Braziliense, onde atuou até 1998. Na ocasião, fez uma das últimas entrevistas com o poeta João Cabral de Melo Neto para série A Arte de Escrever.

No mesmo ano, foi para a sucursal de O Estado de S.Paulo, como repórter especial e colunista. Pelo jornal, ganhou os prêmios Icatu de Jornalismo Econômico e Fiat Allis. Deixou o Estadão, em 2001, para ser editor de política da revista Época, em Brasília, cargo que ocupou até 2003.

Ainda naquele ano, seguiu para a sucursal de O Globo, como repórter especial de política, onde ficou até março de 2012, quando passou a se dedicar exclusivamente como jornalista da GloboNews, canal de notícias onde já atuava como comentarista político desde 2008.

Publicou o livro Memorial do Escândalo, da Geração Editorial, em parceria com Bernardo de La Peña, também de O Globo na época. A obra revela os bastidores do escândalo do mensalão, em 2005.

Em agosto de 2010, integrou o grupo de jornalistas que fundou o GloboNews Em Pauta. Participou da primeira edição do programa.

Com sua experiência na cobertura de Política em Brasília, lançou em maio de 2012 o Blog do Camarotti, pelo G1, com o slogan “É Exclusivo. É direto de Brasília. E está nos corredores do Poder”. Neste mesmo ano, passou a desenvolver uma nova linguagem para a cobertura de bastidores políticos para a televisão, com o uso de celular para as reportagens exclusivas feitas para o Jornal das Dez - que se transformou no quadro "De olho no poder".

Participou da cobertura de todas as eleições presidenciais desde 1994. Também cobriu o escândalo do mensalão, em 2005 e desde 2014 acompanha os desdobramentos políticos da Operação Lava Jato, sendo autor da primeira entrevista exclusiva do juiz federal Sérgio Moro para um canal de televisão, em 2017. Também integrou o grupo de jornalistas da Central das Eleições, da GloboNews, para a cobertura eleitoral em 2018 com entrevistas, análises de pesquisas e comentários.

Também se especializou na cobertura de temas ligados ao Vaticano. Em 2013, publicou o livro Segredos do Conclave, com revelações inéditas da eleição do Papa Francisco. Ao ler o livro, o próprio Papa comentou: “Eu pensei: de onde é que tira tanta informação esse homem?”. O livro foi finalista do Prêmio Jabuti, de 2014. O prefácio da obra é do escritor Ariano Suassuna.

Antes mesmo do conclave, o vaticanista espanhol Juan Arias, já havia registrado sobre a cobertura de Camarotti em reportagem no El País: “Gerson Camarotti, joven informador político de la red TV Globo, (...)  ya ha dado pruebas en el pasado de tener informaciones obtenidas de primera mano de importantes cardenales brasileños.” Foi uma referência à reportagem de 2005, do jornal O Globo, que revelou a articulação para eleição do Papa Bento XVI, que teve ampla repercussão internacional.

Em sua coluna no Jornal O Globo de 16 de março de 2013, o jornalista e escritor Zuenir Ventura escreveu sobre a cobertura do conclave feita por Camarotti: “O conclave dos cardeais talvez seja o único lugar da Terra onde se guarda segredo. Parece milagre conseguir evitar vazamentos de um evento que junta 115 pessoas, é assediado pela imprensa do mundo todo e não deixa escapar, antes da hora, o que foi discutido secretamente”.

“Graças a isso – segue Zuenir -, desmoralizou-se a capacidade de previsão dos vaticanistas, jornalistas, analistas e bolsas de apostas, que não desconfiaram que o argentino pudesse ser um forte candidato a suceder Hatzinger, de quem já fora o principal opositor em 2005 (a exceção foi o repórter Gerson Camarotti, da GloboNews, que apontou Jorge Mario Bergoglio como papável, quando se apostava no italiano Ângelo Scola e no brasileiro Odilo Scherer) ”.

Sobre a entrevista exclusiva com o Papa Francisco, o jornalista e escritor Carlos Heitor Cony, registrou em sua coluna no jornal Folha de São Paulo, no dia 30 de julho de 2013: “Muito boa, antológica, a entrevista que o papa Francisco concedeu ao Gerson Camarotti, merecedora de um prêmio especial por vários motivos, pelo entrevistado e pelo entrevistador. Há 2.000 anos, são raríssimas as entrevistas pessoais com os chefes da Igreja Católica. Não havia veículos de transmissão e, quando surgiram jornais, revistas, rádio e TV, continuaram raríssimas”.

Em 2018, publicou novo livro sobre o tema: “Para onde vai a Igreja?”. Para a obra, Camarotti entrevistou cinco cardeais brasileiros para analisar os primeiros cinco anos do pontificado de Francisco.

Escolhido pela segunda vez entre os '+ admirados jornalistas brasileiros'. Subiu de posição em 2015 é TOP 50 do prêmio. Antes foi TOP 100. No ano ficou também em 5º lugar entre os TOP 10 da Regional Centro-oeste.

Em 2015 fez um trabalho histórico. Idealizou e dirigiu o documentário Morte e Vida Severina – 60 anos depois, ao lado da jornalista Cristina Aragão, que foi lançado no Festival do Rio e exibido na GloboNews. A equipe de gravação contou com a produção executiva de Murilo Salviano, fotografia de Sandiego Fernandes e som de Edson Vander ‘Simpson’. Sobre o documentário, a jornalista Patrícia Kogut escreveu em O Globo que o resultado é “comovente e elucidador”. Em sua crítica no UOL, o jornalista Mauricio Stycer escreveu: “Narrado pelo ator Jesuíta Barbosa, que lê trechos do poema de Cabral, “Morte e Vida Severina – 60 anos depois” resultou num programa muito bem acabado, sensível e, apesar de triste, com imagens de muita força.”

Camarotti refez o percurso e creditou o sucesso do projeto à parceria com Cristina Aragão e ao envolvimento e dedicação de toda a equipe. “Não queríamos retratar só a morte e a Cristina buscou a vida o tempo todo”, conta. “E no trajeto - do Sertão até os mangues do Recife - fomos surpreendidos pela vida”. O documentário ‘Morte e Vida Severina – 60 anos depois’ pode ser assistido no GloboNews Play.  http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2015/10/globonews-exibe-morte-e-vida-severina-60-anos-depois.html
 
Ainda em 2015, o documentário recebeu o Prêmio Aberte. Neste mesmo ano, Camarotti também ganhou o Prêmio Engenho, na categoria Jornalista do Ano. Também foi agraciado com o Prêmio Roberto Marinho do Mérito Jornalístico, concedido pelo Senado Federal, em sua primeira edição.

Na pesquisa Mídia e Política 2016, feita pela FSB sobre os meios e veículos pelos quais os deputados federais brasileiros preferem se informar, Gerson Camarotti, da GloboNews, foi citado como o comentarista de política mais influente entre eles.

Foi vencedor do Prêmio Comunique-se nos anos de 2016 e 2017.


Temas de Palestras

A Conjuntura Política e Suas Implicações Para a Economia.

Tipos de trabalhos

- Jornalistas
- Moderador de Debates
- Política - Jornalistas
- Economia Cenário Nacional e Internacional
- Agronegócio - Agrobusiness    
- Apresentadores

AT 11-18