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Thiago Pereira

Thiago Pereira, nadador brasileiro, maior medalhista de todos os tempos dos Jogos Pan-Americanos, ex-recordista mundial dos 200 metros medley em piscina curta e medalhista olímpico em Londres 2012.

Em dezembro de 2016, o nadador foi homenageado em sua cidade natal, Volta Redonda, com uma estátua no Parque Aquático Municipal.

A escultura foi confeccionada pela artista plástica Dilma Carvalho e tem 1,85 metros, a mesma altura do atleta

Thiago começou a nadar e desenvolver as técnicas com a professora Vanessa Lemos no Clube dos Funcionários da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), começando a se destacar aos doze anos. Seu sucesso despertou a atenção e o interesse do Minas Tênis Clube de Belo Horizonte em contratá-lo.

Obteve duas medalhas nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo em 2003, e iniciou o ano de 2004 com excelente atuação o Campeonato Sul-Americano disputado em Maldonado, no Uruguai.

Nos 200 metros medley, com o tempo de 2m00s19, se tornou o 12º nadador mais rápido no ranking de todos os tempos da prova.

No Troféu Brasil disputado no Rio de Janeiro no mês de maio, bateu o lendário recorde sul-americano dos 400 metros medley que pertencia a Ricardo Prado desde os Jogos Olímpicos de 1984, com 4m17s62.

Também conseguiu nadar abaixo de dois minutos nos 200 metros medley (1m59s92) e se firmou como a principal esperança brasileira de medalha na natação na Olimpíada de Atenas.

Abaixou ainda mais seu tempo para 1m59s48 em junho, no Evento Teste Olímpico, realizado na piscina que abrigaria as provas de natação na Olimpíada.

Em outubro, no Campeonato Mundial de Piscina Curta (25 metros) disputado em Indianápolis, nos Estados Unidos, foi campeão dos 200 metros medley com o tempo de 1m55s78.

Foi o primeiro ouro em um mundial de curta para o Brasil desde 1997.

Também foi bronze nos 100 metros medley, e ajudou os revezamentos 4x100 metros livre e 4x100 metros medley a conquistarem medalhas de prata e bronze, respectivamente.

No final do ano, foi agraciado pelo Comitê Olímpico Brasileiro com o Prêmio Brasil Olímpico de melhor nadador do país em 2004.

No início de 2005 mudou-se para os Estados Unidos, para uma temporada de treinamentos em Coral Springs.

Em 2006, sua maior conquista foi a medalha de bronze nos 400 metros medley no Campeonato Pan-Pacífico em Victoria, no Canadá.

Em 2007, depois de quase dois anos, melhorou seu recorde sul-americano nos 200 metros medley com 1m58s65 no Campeonato Mundial em Melbourne, na Austrália, conseguindo a quarta colocação.

Nos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro, conquistou oito medalhas (seis de ouro, uma de prata e uma de bronze) e se tornou o maior ganhador individual de medalhas em uma edição dos jogos, igualando a nadadora costa-riquenha Silvia Poll (oito medalhas nos Jogos de Indianápolis, em 1987).

No mesmo ano, em novembro, bateu o recorde mundial dos 200 metros medley em piscina curta (25 metros) com o tempo de 1m53s14 durante a etapa de Berlim da Copa do Mundo de Natação. O recorde, no entanto, logo seria superado pelo húngaro László Cseh.

Em dezembro de 2007 foi eleito pelo Comitê Olímpico Brasileiro o melhor atleta brasileiro do ano, recebendo o Prêmio Brasil Olímpico.

Na Olimpíada de Pequim em 2008, novamente teve lugar de destaque entre os melhores nadadores do mundo. Nos 400 metros medley, não nadou bem a final da prova e terminou na oitava posição.

Nos 200 metros medley, ficou em quarto lugar com o tempo de 1m58s14, atrás dos mesmos rivais do mundial de 2007 (os norte-americanos Michael Phelps e Ryan Lochte e o húngaro László Cseh).

Uma fratura na mão atrapalhou seus treinamentos no início de 2009. Mesmo assim, melhorou bem seus tempos no Campeonato Mundial em Roma, na Itália.

Nos 200 metros medley, com o tempo de 1m55s55, melhorou mais de dois segundos sua melhor marca, e terminou naquarta posição, a apenas 0.19 segundos do medalhista de bronze Eric Shanteau dos Estados Unidos.

Nos 400 metros medley, novamente chegou em quarto lugar, com 4m08s86, também recorde sul-americano.

Após um período de férias, foi para Los Angeles, para treinar ao lado dos campeões olímpicos Kosuke Kitajima e Oussama Mellouli.

Em agosto de 2010, no Campeonato Pan-Pacífico de Natação em Irvine, Thiago obteve o bronze nas provas de 200 metros medley e 400 metros medley.

Em 2010, Thiago Pereira obteve o título de Rei da Copa do Mundo de Natação de Piscina Curta. Na última etapa da Copa, em Estocolmo, o brasileiro venceu os 400 metros medley e ficou com a prata nos 100 metros medley, chegando a 22 medalhas no total (19 de ouro e três de prata).

Em 2011, nos Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, Thiago conquistou seis medalhas de ouro, uma medalha de prata e uma medalha de bronze.

Com essas conquistas, Thiago chegou a doze medalhas de ouro, tornando-se o brasileiro com maior número de medalhas de ouro em toda a história dos Jogos Pan-Americanos, superando o então recordista, Hugo Hoyama.

Thiago tornou-se também o segundo brasileiro em número total de medalhas em Pans, atrás apenas do ex-nadador Gustavo Borges, dono de 19 medalhas.

Nos Jogos Olímpicos de Londres 2012, Thiago Pereira obteve uma histórica medalha de prata nos 400 metros medley, derrotando Michael Phelps e igualando o recorde sul-americano obtido com super trajes em 2009, com o tempo de 4m08s86.

Com isto, repetiu o feito de Ricardo Prado nos Jogos Olímpicos de Los Angeles 1984.

Participou logo depois da prova dos 200 metros medley, onde se esperava que Thiago conseguisse mais uma medalha; porém ele forçou muito a parte inicial da prova, não conseguindo guardar energia suficiente para o final.

Embora tenha feito o melhor tempo de sua vida sem os super trajes (1m56s74), foi ultrapassado nos últimos 25 metros pelo húngaro László Cseh.

Com isso, repetiram-se os mesmos três medalhistas de Pequim 2008 na prova dos 200 metros medley (Phelps, Lochte e Cseh), quase a mesma configuração de medalhistas de Atenas 2004: Phelps, Lochte e Bovell, com Cseh em quarto e Thiago Pereira em quinto.

No Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2013 em Barcelona, Thiago ganhou sua primeira medalha em mundiais, a medalha de bronze nos 200 metros medley, com o tempo de 1m56s30, sua melhor marca sem os super-trajes.

Ele ficou a um centésimo de ganhar a medalha de prata. Também nadou, pela primeira vez em mundiais, os 100 metros borboleta, terminando em 15º lugar.

Pereira havia desistido de nadar os 400 metros medley, apesar de ter índice para disputar a prova, mas depois mudou de ideia e entrou na disputa.

Embora ele não tenha treinado especificamente para esta prova, classificou-se para a final em oitavo lugar, e por poucos centésimos não ficou de fora. Na final, ele ganhou a medalha de bronze, sua segunda medalha em campeonatos mundiais.

Thiago Pereira com a prata dos 200m medley em Kazan 2015.

Nos Jogos Pan-Americanos de 2015 em Toronto, no Canadá, tornou-se o maior medalhista da história dos Jogos Pan-Americanos, ao conquistar cinco medalhas, perfazendo um total de 23 medalhas em Pans, superando em uma o ginasta cubano Erick Lopez. Thiago ganhou o ouro no revezamento 4x200 metros livre, onde quebrou o recorde do Pan, com o tempo de 7m11s15, junto com Luiz Altamir Melo, João de Lucca e Nicolas Oliveira.

Ele também ganhou mais duas medalhas de ouro nos revezamentos, por participar das eliminatórias das provas, nos 4x100 metros livre e nos 4x100 metros medley.

Também ganhou uma medalha de prata nos 200 metros medleye um bronze nos 200 metros peito.

No Campeonato Mundial de Esportes Aquáticos de 2015, ele fez sua melhor participação em campeonatos mundiais, ganhando a medalha de prata nos 200 metros medley, com o tempo de 1m56s65, perto do seu recorde pessoal.

Também terminou em 15º lugar nos 4x200 metros livre, junto com João de Lucca, Luiz Altamir Melo e Nicolas Oliveira.

Thiago Pereira participou das Olimpíadas de 2016 no Rio, onde alcançou a sétima colocação nos 200 metros medley, sua única prova individual.

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