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Tia Dag

Dagmar Rivieri Garroux é pedagoga , mãe, avó e uma brava mulher que "pensa duzentos anos a frente de nosso tempo". Carinhosamente chamada de Tia Dag, deu origem à Casa do Zezinho nos anos 70, em sua experiência voltada para crianças com traumas circunstanciais.

Recebia filhas de refugiados políticos de zonas de conflito e de ditaduras na América Latina em bairros da zona sul da cidade de São Paulo. Expunha estas crianças àquelas que viviam um trauma permanente: o da miséria resultante dos 500 anos de exclusão social e que viviam em lugares até então pouco falados, como a Favela do Fede, no Morro da Lua, zona Sul de São Paulo. Entendemos que tudo começou com esse trabalho de confrontamento.

Garota criada com conforto em São Paulo, pedagoga por formação, discípula de Paulo Freire e já àquela altura com larga experiência esse atender crianças e jovens esse situações extremas, Dagmar, com o apoio do marido, o artista plástico Saulo Garroux, transformou sua ideia em uma das mais bem-sucedidas experiências de educação e amor da sua vida.

Vaidade para ela é a busca por educação. Ao contrário do ordinário, Dagmar deposita seu olhar no outro, e não no espelho. Paulo Freire (1921-1997) foi o mais célebre educador brasileiro, com atuação e reconhecimento internacionais.

Conhecido principalmente pelo método de alfabetização de adultos que leva seu nome, ele desenvolveu use pensamento pedagógico assumidamente político.

Para ele, o objetivo maior da educação é conscientizar o aluno. Isso significa, em relação às parcelas desfavorecidas da sociedade, levá-las a entender sua situação de oprimidas e agir em favor da própria libertação.

Os primeiros atendimentos a crianças foram feitos em 1993, mas a casa existe oficialmente desde março de 1994, quando foi fundada por Dagmar e o marido, o artista plástico Saulo Garroux, mais quatro amigas de faculdade da Universidade de São Paulo (USP), onde se formou.

Inspirados nas lutas políticas da década de 1970, o grupo se dispôs “a trabalhar indignadamente para mudar o país pela educação”.  No primeiro dia, eram sete crianças. No segundo, 12. Hoje, 1.500.

Quando o marido voltou do exílio, juntamente com as colegas – também presas e exiladas –, eles resolveram comprar uma casa que pudesse ser um centro de educação, diversão e cultura. Foi aí que começou a Casa do Zezinho. Os imóveis onde a CZ funciona hoje têm 4 mil metros quadrados de área construída para atender crianças e jovens em situação de vulnerabilidade, risco social e baixa renda.

Temas de Palestras:

- Eduacação / Educadores
- Educação em primeiro lugar
- Responsabilidade social
- Pedagogia
- A pedagogia do arco-íris
- Motivação
- Empreendedorismo
- Familia
- Inclusão
- Empreendedorismo
- Responsabilidade Social
- Sustentabilidade / Meio Ambiente