Marita Bittencourt

Marita Bittencourt

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Marita Bittencourt

O primeiro emprego da jornalista Marita Graça foi na TV Globo. Na emissora, onde permaneceu durante oito anos, atuou em diferentes telejornais. Tem experiencia de trabalho na GloboNews como editora de programas, telejornais e documentários.

Na infância, uma das distrações favoritas de Marita Graça era ir com os primos para a porta da Globo, no Jardim Botânico, ver artistas entrando e saindo da emissora, que, na época, sediava ali seus estúdios de gravação de novelas. “Era uma emoção vir ver os artistas. A Globo era a nossa Hollywood”, lembra.

Noveleira, capaz de lembrar de títulos e detalhes de diversas produções exibidas ao longo da história da emissora, Marita desde cedo teve olhos atentos também para as coberturas jornalísticas que, mais tarde, se tornariam seu campo de trabalho.

“Para todo mundo que, como eu, cresceu com a Globo, a emissora é muito marcante. Ela realmente ajudou a forjar a cultura brasileira”, diz.

Estudou Jornalismo na PUC, onde, mais tarde, fez também curso de tradução simultânea e pós-graduação em tradução escrita.

Conhecimentos que até hoje são aplicados em sua vida profissional.

O desejo de atuar no Jornalismo da Globo se concretizou quando Marita concluía o último ano da faculdade.

“Minha mãe pediu um estágio pra mim ao João Araújo, pai do Cazuza, que era amigo do papai desde sempre.

E ele pediu ao diretor de Jornalismo, Armando Nogueira, que me abriu as portas.

Fiquei acompanhando a retrospectiva de 1983, comandada pela Diléa Frate, que era diretora de criação.

Quando acabou, me deixaram ficar acompanhando o Jornal Nacional.

Foi um grande privilégio, porque era uma redação com pessoas do mais alto gabarito.

Havia nomes como Ronan Soares, uma pessoa inteligentíssima, que cobriu política muitos anos; Luís Edgar de Andrade, chefe de redação e Prêmio Esso do Jornalismo, que cobriu a Guerra do Vietnã.

Só fera, só gente muito inteligente e interessante. O editor-chefe, na época, era o Eduardo Simbalista.

Depois eu peguei uma segunda fase, com o Fabbio Perez, que comandava o Jornal Nacional com uma serenidade impressionante.”

Em 1984, após sete meses acompanhando o trabalho dos profissionais, Marita foi contratada como assistente de produção.

O domínio da língua inglesa encurtou o caminho para uma promoção.

Nos oito anos que se seguiram, Marita passou pelos cargos de pauteira e produtora até assumir a função de editora, primeiro no Jornal Hoje e, depois, no Jornal da Globo.

Desde o início de sua jornada profissional, participou de importantes coberturas, como a da morte de Tancredo Neves, em 1985.

Em 1992, Marita saiu da Globo. Durante os cinco anos em que ficou fora da emissora, editou os programas Globo Ecologia e Globo Ciência, da Fundação Roberto Marinho, atuou como produtora da Rio-92 para uma TV australiana, e foi editora do GNT.

“A Globosat estava começando, tinha um jornal de uma hora só com notícias internacionais, chamava-se O Mundo Hoje.

Eu fiquei lá três anos. Depois fui para o Multishow, fiz uns especiais e outras coisas interessantes. Quando estavam formando a GloboNews, me chamaram.”

A entrada na GloboNews aconteceu em meados de 1997, antes mesmo do canal completar seu primeiro ano. Marita começou editando reportagens para o Arquivo N e outros programas especiais.

“Depois virei editora de matérias para todos os telejornais. Acho que foi a época em que eu mais enlouqueci.Houve dias em que editei dez matérias. Aí, eu falei: ‘Gente, não dá, não é possível uma pessoa sozinha fazer isso.’ Nessa época, a GloboNews estava começando, as pessoas ainda estavam dimensionando as coisas.”

Marita passou então a trabalhar no Jornal das Dez, na época apresentado por André Trigueiro.

Marita se viu à frente de mais um desafio: cuidar de um novo programa de economia.

A proposta, feita pelas diretoras Alice-Maria e Rosa Magalhães, ficou ecoando na mente da jornalista.

“Fui pra casa e fiquei pensando. Os anos de Conta Corrente me fizeram perceber como a Bolsa de Nova York, ao contrário da Bolsa daqui, era movida por empresas. Aqui é muito movida pelos números da economia, inflação. Propus: ‘Por que a gente não faz um programa sobre empresas de sucesso? Só tem uma coisa, a gente não pode fazer esse programa sem dizer o nome das empresas’. Elas se olharam assustadíssimas, porque a Globo não dizia o nome de empresa alguma. Falei ainda: ‘A gente também pode contar a história de brasileiros que conseguiram fazer sucesso lá fora.’ Elas compraram a ideia, e o Rodrigo Alvarez, que participaria do programa em Nova York, também gostou. E a gente fez o Mundo S/A.”

Criado e capitaneado por Marita, o Mundo S/A foi vencedor do Grande Prêmio Abear de Jornalismo.

Marita também editou diversos programas especiais, entre eles o documentário Kobani Vive – A Cidade que Derrotou o Estado Islâmico, que ganhou medalha de prata no News York Festivals, na categoria Current Affairs. 

Em 2016, outro documentário com roteiro e edição de Marita, foi indicado ao Emmy, o principal prêmio da televisão mundial. Síria em Fuga, também filmado por Gabriel Chaim, foi um desafio maior para a jornalista por tratar dos confrontos em Aleppo, uma cidade que está no centro das notícias da Síria.

Mesmo com participação em projetos tão diversificados, Marita ainda coloca em prática seus conhecimentos em tradução simultânea nas transmissões de eventos internacionais, como a solenidade de entrega do Oscar.

Mais recentemente, passou a integrar o núcleo da GloboNews que faz a cobertura da Operação Lava-Jato.

Com toda a experiência adquirida aos longo dos anos, a jornalista ensina:

“Tudo que você sabe na vida serve de recurso para ser um bom editor. Tudo o que você pesca vendo filme, ouvindo música, você pode usar no seu trabalho de editor. Existe sempre uma parte criativa e interessante nesse trabalho, mesmo que esteja lidando com o jornalismo hardnews, como é o meu caso.”

Tipos de Trabalho:

- Jornalistas
- Mestre de Cerimônias

Temas de Palestras:

- Empreendedorismo
- Mulher Empresária
- Cenário político-econômico brasileiro
- Cases de empreendedorismo feminino
- Empoderamento Feminino