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Carlos Ghosn

Carlos Ghosn é empresário,  atual diretor-geral e presidente do grupo Renault.

Foi também presidente e diretor executivo da japonesa Nissan, presidente de Mitsubishi Motors, e antigo presidente da fabricante  automobilística russa AvtoVAZ.

Também é presidente e diretor executivo da Aliança Renault-Nissan, a parceria estratégica que supervisiona a Nissan e a Renault através de um contrato único de participações cruzadas.

Desde 2010, a aliança (com AvtoVAZ e Mitsubishi incluídas) detinha cerca de dez por cento da quota de mercado global; desde 2016, é o quarto maior grupo automobilístico do mundo.

Depois de ter feito a reestruturação radical à Renault, retornando a empresa à lucratividade do final de 1990, Ghosn ficou conhecido como "Le Cost Killer".

No início de 2000 - por ter orquestrado uma das campanhas mais agressivas de reestruturação da indústria automobilística, e por ter dado a volta à Nissan que quase faliu em 1999 - ele ganhou o apelido de "Mr. Fix It".

Carlos Ghosn já enfrentou várias crises e comandou viradas espetaculares. Mas, segundo ele próprio, nada se compara ao trabalho de reconstrução da Nissan,  “Ninguém considerava viável um executivo ocidental desembarcar no Japão e promover uma reviravolta nesta companhia”, afirma.

Em 1999, a montadora japonesa estava quase arruinada, mergulhada em dívidas de US$ 19,4 bilhões. Não só a cultura do lucro deixara de ser levada a sério ali, como havia também um péssimo controle dos custos.

Incapaz de reagir, a Nissan tinha perdido o foco no estilo de seus carros e também a capacidade de reação. Afundava a cada dia.

Dos 43 modelos que fabricava naqueles tempos, apenas quatro davam dinheiro.

A marca podia construir 2,4 milhões de carros no Japão. Mas só operava com 53% da capacidade.

Funcionários eram promovidos por idade e não por mérito.

Gerentes de fábrica não sabiam dizer quanto custava produzir um carro.

Era uma situação tão degradada que outros executivos experientes no mundo das montadoras, com o americano Jac Nasser e o alemão Jürgen Shremp, da DaimlerChrysler, também sondados para assumir a Nissan, saíram da mesa de negociações sem nem ouvir uma oferta formal.

Quando Ghosn instalou-se na mesa de seu escritório no bairro de Ginza, em Tóquio, encontrou uma empresa que necessitava de uma terapia de choque.

“A recuperação precisa ser rápida e eficaz, mesmo que exija sacrifícios”, disse,  em Tóquio, um dia depois de anunciar o fechamento de cinco linhas de montagem e a demissão de 14% dos trabalhadores da empresa japonesa.

Isso em um país em que empregos eram considerados eternos. Ele afirma que se o plano de reestruturação falhasse, a situação seria bem pior, com o fim da empresa.

Começou, então, a agir.

Das 24 plataformas que havia em 1999, sobraram dez, boa parte compartilhada com a parceira francesa.

Motores V6 a diesel, atividade em que os franceses eram mais fortes, começaram a ser desenvolvidos por eles, enquanto os japoneses concentraram-se em modelos desta cilindrada, a gasolina.

Sinergias entre as duas empresas em compras, por exemplo, geraram uma economia que em 2009 chegou a US$ 2,1 bilhões. A Nissan não só sobreviveu ao baque, como deu a volta por cima.

Após a recuperação financeira da Nissan, em 2002 a Fortune concedeu a Carlos Ghosn o prêmio de Empresário do Ano na Ásia.

Em 2003, a Fortune o identificou como uma das dez pessoas mais poderosas no mundo dos negócios fora dos Estados Unidos, e a sua edição asiática o elegeu Homem do Ano.

Pesquisas conjuntamente publicadas pela Financial Times e PricewaterhouseCoopers nomearam Ghosn o quarto líder empresarial mais respeitado em 2003, e o terceiro líder empresarial mais respeitado em 2004 e 2005.

Ele alcançou rapidamente o estatuto de celebridade no Japão e no mundo empresarial, e a sua vida foi retratada numa revista japonesa de histórias em quadrinhos mangá.

Ghosn foi solicitado a dirigir pelo menos duas outras fabricantes automobilísticas, mais precisamente a General Motors e a Ford.

A sua decisão de despender 4 bilhões de euros  para que a Renault e a Nissan pudessem conjuntamente desenvolver uma linha inteira de carros elétricos, inclusive o Nissan Leaf (considerado como "o primeiro carro de zero emissões a preço acessível no mundo")  que tambem é um dos quatro temas do documentário de 2011 intitulado Revenge of the Electric Car.

Ghosn renunciou como CEO da Nissan em 1 de abril de 2017, mentras permanecendo presidente da empresa.

Temas de Palestras:

- Impulsionando a Diversidade Corporativa e a Mobilidade Sustentável no Séc XXI
- A importância da indústria automobilística
- A contribuição das novas tecnologias para eficiência em consumo e sustentabilidade e a importância dos engenheiros brasileiros na dinâmica da indústria automotiva.
- O Futuro da Mobilidade
- Autônomos, Elétricos e Conectados: Uma conversa sobre Mobilidade atual e futura
- Tecnologia autônoma
- Liderança Transcultural
- A Gestão da Adversidade e do turnaround
- Automobilismo e a Sustentabilidade na atualidade
- Case Nissan

Tipos de Trabalhos:

- Moderador de Debates

AT 08-08