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Fabio Seixas

Empresário de Internet e analista de sistemas. Possui 14 anos de experiência em projetos e empresas de tecnologia e Internet. Fundou sua primeira empresa de comércio eletrônico em 1997. Tecnologista por natureza, conhece, implementa e usa diversos tipos de tecnologia nos negócios e no dia-a-dia.

Atualmente é sócio-fundador do Camiseteria.com.

O Camiseteria é a maior loja de camisetas do Brasil e conta com centenas de milhares de pessoas apaixonadas por moda, design, arte e internet.

Fabio Seixas  diz que tentou montar três empresas antes de ter sucesso com a Camiseteria. Ele ressaltou que falhar é muito bom para o aprendizado do empresário. “Os empreendedores, principalmente os digitais, não devem ter vergonha de voltar para casa e dizer que o negócio não deu certo. A energia precisa se voltar para um novo empreendimento, utilizando a experiência do anterior”.

O carioca Fabio Seixas, de 34 anos, não sabia nem fazer barra de calça quando, em 2005, fundou a confecção online Camiseteria. Seu sócio, Rodrigo David, de 33 anos, também não. Seixas é analista de sistemas. David, designer. Eles se inspiraram num concurso de um site americano para bolar um modelo de negócio em que o produto final é desenvolvido pelo próprio cliente.

Qualquer pessoa pode enviar uma proposta de estampa à Camiseteria. Se cumprir certos pré-requisitos, o desenho é exibido no site da empresa, junto com esboços de outros internautas. Depois, os clientes dão notas às ideias. Somente as estampas que recebem nota mínima são impressas nas coleções. Seus autores recebem 600 reais, além de 400 reais em produtos da marca.

Audiência, na Camiseteria, é vital. “Se pouca gente mandar desenhos e menos gente ainda quiser votar, nada disso dará certo”, diz Seixas. “É preciso atrair visitas e ainda fazer das eleições um hábito.” Para divulgar o negócio, Seixas resolveu usar um blog, que fica dentro do site. Na época, algumas grandes empresas já tinham blogs corporativos, utilizados para colher sugestões ou reclamações do público. Na Camiseteria, o blog é mais que um canal de relacionamentos genérico. “Para nós, é também uma ferramenta para desenvolver novos produtos”, diz Seixas.

No início, Seixas escrevia sobre os bastidores da fundação da empresa, postava fotos dos primeiros clientes vestidos com as camisetas e anunciava sorteios. Num ou noutro post, convidava os leitores a dar notas às estampas em processo de escolha e a mandar mais e mais desenhos. Deu certo. Hoje, o movimento no site já permite lançar até 800 camisetas por semana. Cerca de dois terços desse volume são estampados com desenhos recém-aprovados. O restante é reedição de alguma estampa cujo estoque acabou. Produzindo apenas camisetas com desenhos pré-aprovados ou relançando itens cuja procura seja maior que a demanda, a Camiseteria não ganha muito na escala — o preço médio das camisetas é 55 reais, mais ou menos o dobro de uma Hering básica. Em compensação, minimiza o risco de ser paralisada por encalhes, comuns nas empresas de moda — apenas 2% dos modelos não são vendidos num prazo de cinco semanas. “É um resultado excepcional nesse setor”, diz o consultor de varejo Eugênio Foganholo. (Carla Aranha)

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