Luiz Roberto Cunha

Luiz Roberto Cunha

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Luiz Roberto Cunha

Professor de Economia da PUC-RJ, é especialista em inflação, mestre em Economia pela Universidade de Vanderbilt (EUA).

Em 1966, entrou na PUC como aluno de Economia. No início da década de 1980, assumiu o cargo de controle de preços industriais, no Ministério da Fazenda.

Em 1986, aceitou o convite para tornar-se vice-reitor administrativo. Foi decano do Centro de Ciências Sociais entre 1989 e 1999, quando voltou a ser vice-reitor administrativo.

O professor Luiz Roberto Cunha alertou que a queda dos preços está ocorrendo, em parte, pela diminuição da atividade, e lembrou que os preços controlados vão impedir a queda maior da inflação neste momento. O salário mínimo, pela regra, vai subir mais de 12%.

"O salário mínimo será corrigido pelo PIB de 2006, que foi alto, e pela inflação do ano passado, que foi alta. Isso vai se refletir no custo dos serviços, de empregado doméstico, condomínio", diz.

A energia subirá por alguns modelos de correção tarifária, como o de Itaipu, que sobe na mesma proporção do dólar. Os combustíveis poderiam cair mais se não fossem fornecidos por empresa monopolista. Educação vai ser reajustada agora, no começo do ano. A ajuda virá de queda de preços de vestuário e de bens de consumo duráveis.

Menos inflação é igual a mais espaço para queda das taxas de juros, que significa menos gasto financeiro do governo e mais flexibilidade monetária para a economia. Luiz Roberto acredita em quatro cortes de meio ponto percentual seguidos.

Para quem se assustou com a queda da produção industrial e a diminuição de demanda e produção nos últimos dias, vale uma conversa com o economista John Welch, analista de economia global do Itaú. Filho de americano com brasileira, John passou os últimos tempos em bancos americanos e europeus.

"Estou feliz de estar no Brasil. O ambiente aqui é muito melhor. Na Europa e nos Estados Unidos a crise é muito maior. Principalmente na Europa, onde a crise não é apenas contágio como se imagina. Eles têm também um problema imobiliário grave, como a Inglaterra, a Irlanda e a Espanha, e demoraram muito mais que os EUA a agir contra a crise e, por isso, entraram em recessão primeiro", conta ele.

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