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Robinson Shiba

Empreendedor Nato: Robinson Shiba. Percebam nesta historia que para empreender algumas competencias sao essenciais, tais como, a busca por oportunidades, visão, determinação, comprometimento e, claro, muito suor.

No começo dos anos 90, o dentista Robinson Shiba largou a odontologia para fundar dois restaurantes de comida oriental com a marca China in Box. Era o começo de um negócio que faturou 209 milhões de reais no ano passado.

O paranaense Robinson Shiba, de 43 anos, teve duas influências marcantes na infância que o ajudaram a moldar sua trajetória profissional. Ele cursou odontologia, como o pai, mas acabou se tornando empreendedor, como o avô.

Há 20 anos, Shiba largou os consultórios para abrir a China in Box, um tele-entrega de comida chinesa inspirado nos restaurantes que conheceu numa temporada nos Estados Unidos. “Naquela época, a comida chinesa era pouco conhecida”, diz ele. “Muita gente ligava para perguntar se vendíamos box para banheiro.”

Filho de um dentista e de uma dona de casa, ao voltar da escola, costumava ajudar o avô no negócio, atendendo clientes ou fazendo serviços no escritório.

Ao se mudarem para São Paulo, o pai se dividia entre o consultório e o comércio. Inspirado nele, decidiu entrar na faculdade de odontologia com a ideia de ganhar dinheiro para investir num negócio próprio.

Em 1989, aproveitando as férias da faculdade, resolveu passar 2 meses nos EUA estudando inglês. Chegando lá, procurou emprego e ficou surpreso com a facilidade de trabalho. Trabalhou como entregador de pizza e ajudante de cozinha, ganhando o suficiente para se manter por um ano no exterior.

Lavava louça em um restaurante chinês percebeu que boa parte dos clientes pedia que a refeição fosse entregue em casa, naquelas caixinhas de papelão que no Brasil só se via em filmes.

Achou que poderia ser uma boa ideia abrir um negócio parecido em São Paulo. Naquele tempo, quem quisesse pedir comida em domicílio tinha poucas opções.

Voltou a São Paulo decidido a abrir um tele-entrega de comida chinesa em caixas de papel, porém, o pai impôs uma condição para ajudá-lo financeiramente: cursar o último ano de faculdade.

Logo após se formar seus planos naufragaram devido ao Plano Collor. O máximo que o pai conseguiu fazer foi ajudá-lo a abrir um consultório de dentista.

Ser dentista não foi um mau negócio. Um ano depois de formado, já tinha 3 consultórios. Mas não esqueceu da comida chinesa. Decidiu retomar o projeto quando viu o surgimento das redes de fast food chinês nas praças de alimentação dos shopping centers.

Concluiu que era uma questão de tempo até que alguém também tivesse a ideia de abrir um tele-entrega. Convenceu seu pai a vender um apartamento para investir no novo negócio. Também vendeu 2 dos seus consultórios. Ficou com 1 como garantia já que havia se casado, tinha um filho recém-nascido e não queria arriscar tudo.

Abriu a primeira China in Box em 1992. No começo, ele mesmo distribuia panfletos nos prédios da vizinhança. Deixava um maço de folhetos com os porteiros e oferecia vales-yakissoba para os que ajudassem na divulgação. De tanto caminhar, em um mês perdeu 20 kg.

Em dois anos, já tinha seis lojas. Os clientes perguntavam se vendiam franquias e ele nem sabia direito o que era isso. Decidiu, então, contratar um consultor e transformar o negócio em franquias. Em 2 anos, a China in Box já tinha 60 unidades franqueadas. Ele cuidava de quase tudo sozinho: escolhia os franqueados, os pontos de venda e dava treinamento aos funcionários.

Nessa época, as deficiências do ne­gócio eram mascaradas pelo crescimento. Até que, em 1998, os problemas começaram a aparecer. Perdeu o controle dos custos. Cada franqueado agia da maneira que achava melhor, e a rede começou a perder padrão.

Durante 2 anos foi preciso frear o crescimento e arrumar a casa. Funcionários experientes ajudaram na gestão e Shiba passou a se dedicar a funções mais estratégicas, como planejar a expansão e negociar com fornecedores.

No período mais difícil, aprendeu que um empreendedor não pode ser cabeça dura a ponto de não voltar atrás quando suas ideias dão errado. No final dos anos 90, fez duas tentativas de internacionalizar a China in Box, abrindo unidades na Argentina e no México. Porém, esqueceu de perguntar se os argentinos e os mexicanos gostavam de comida chinesa.

Como os resultados não apareceram, agiu rapidamente para encerrar a operação no exterior. Em compensação, foi bem- sucedido quando criou o Brevità, um tele-entrega de comida italiana que funciona dentro de algumas unidades China in Box para aproveitar a ociosidade na cozinha e dos entregadores.

Como inúmeros empreendedores, sempre foi impulsivo para aproveitar as oportunidades que surgissem. Assim, 2 meses depois de inaugurar a China in Box, abriu com um amigo a Gendai, um balcão de sushi num shopping paulista.

Com a junção da China in Box e da Gendai criaram a Trend Foods. Com a fusão, ganharam poder de barganha com fornecedores e reduziram os custos. Hoje, o grupo tem mais de 200 unidades com as marcas Gendai, China in Box, Brevità e Owan, um fast food de comida asiática.

O foco agora é crescer atendendo os consumidores emergentes. No ano passado, encomendou uma pesquisa de mercado para saber como atrair mais clientes com esse perfil. Descobriu que eles preferem sair de casa para comer e fazer um programa familiar. Por isso começou a colocar mesas e cadeiras em todas as nossas unidades, que antes funcionavam só como tele-entrega.

Em cinco anos, planeja aumentar as receitas em 50%. Para um dentista que pensava em vender yakissoba para ter uma renda extra, até que Shiba foi bem longe, não?

Temas de Palestras:

- Empresários / Executivos de Sucesso
- Empreendedorismo
- Motivação
- Liderança
- Case de Sucesso
- Criatividade
- Trabalho em Equipe
- Planejamento e Estratégias